sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

A Reestruturação do Ensino Médio

Na década de 70 e 80, a Unijuí ( Universidade do Noroeste de Ijuí), desencadeo um projeto interdisciplinar, baseado numa metodologia dialética, a partir de estudo da realidade do educando. a concretude da prática docente era alicerçada em temas geradores organizados no jogo da vida - que considerava desde o espaço físico até as relações interpessoal e intrapessoal da vida do educando.

Muitos educadores fizeram parte desse processo;tive o privilegio de ter participando desse momento como aluna da Universidade e também como professora na região noroeste - município de Coronel Bicaco,um dos parceiros dessa proposta. E foi a partir daí que sempre pautei minha prática docente a partir da construção de saberes e também do levantamento de hipóteses.
Porém, quero afirmara que não basta somente a boa vontade do professor para que a reestruturação dê certo, embora a boa vontade seja fundamental! A concepção de educação, a necessidade de aprender, isto é, considerar a interlocução dos saberes. A clareza teórica-metodológica é fundamental para que o professor possa contextualizar os seus saberes, os saberes dos seus alunos.
A interdisciplinaridade deve superar a mera prática de justaposição de disciplinas em enclausuradas em si mesmas. deve acontecer de maneira em que cada uma se implique com as demais regiões do saber (Marques, 1993). Deve representar uma unidade que supere a fragmentação atual e passe a ser uma prática orientada por linhas temáticas e conceituais. Também deve ser compartilhada a responsabilidade de desenvolver habilidades em nossos alunos, pois hoje é frequente vermos alunos aprovados em disciplinas como geografia, história, filosofia e apresentarem deficit de leitura. Uma vez que a leitura do mundo precede a leitura das palavras. Entender que vivemos num mundo onde a informação encontra-se em mais de um suporte, portanto não mais só papel da escola "passar" conteúdos/informações é, sim o de refletir sobre os efeitos da mídia na cultural local, regional e mundo.
Desenvolver uma prática de ensino alicerçada no mundo do trabalho e também da cultura significa compreender que cada povo tem a sua própria cultura e que a mesma tem ligação com possibilidade concreta dos sujeitos possuírem uma identidade, no sentido de pertencimento e também significa que educamos para que cada individuo possa ter, em suas mãos, a definição dos caminhos de sua vida, percebendo os limites que lhe são impostos pela homogenização da grande mídia e pela ação concreta das grandes empresas. É interessante por dois motivos. Primeiro porque mesmo num mundo globalizado, as ideias universais só se concretiza, nos lugares e não no global, geral. Segundo , porque assim, podemos perceber que nossa ação pode ser efetiva e eficaz, dependendo do jogo de forças em que se insere, e que os homens podem não ser apenas cobaias ou partes de uma estrutura na qual não têm o direito de pensar e de tomar atitudes que lhes pareçam adequadas. Ao se reconhecer o lugar como parte de nossa vida, como um dado que nos permite criar uma identidade; a ideia de pertencimento, será possível agir para o grupo, e não apenas para servir a interesses externos.

( O texto foi desenvolvido com base num texto da professora Helena Callai - UNIJUÍ)

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Minha construção humana


Fui Sabendo de Mim

Fui sabendo de mim
por aquilo que perdia

pedaços que saíram de mim
com o mistério de serem poucos
e valerem só quando os perdia

fui ficando
por umbrais
aquém do passo
que nunca ousei

eu vi
a árvore morta
e soube

que mentia. Mia Couto também faz parte de minhas leituras de férias, Gosto desse autor.Conheci esse grande autor moçambicano na Jornada Literária de 2007, quando o mesmo foi premiado com o título "Outro pé da sereia". Nesse romance Mia Couto escreve a história do burriqueiro Madzero e sua mulher Mwadia Mulanga que encontro um pé de uma estátua que eles pensa se tratar de uma seria e, na verdade, é o pé de uma imagem de Nossa Senhora do século XVI. A partir de se dois momentos históricos se cruzam, atualmente século XXI.

Além de prosa, descobri a poesia desse grande escritor que também escreve para o teatro. Vou atrás do gênero dramático, pois é a minha empolgação literária atualmente.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

"Eu sou mais eu"

Esta prática pedagógica de mediação de leitura envolveu os alunos do 1º ao 3º ano do Instituto Cristóvão de Mendoza, Ensino Fundamental, turno da tarde. Contou com o apoio do NTE mais a colaboração das alunas do Curso Normal e Professoras titulares das turmas envolvidas.




A partir da temática da história, que abordava a importância do nome e sua identidade, os alunos construiram um álbum em que contavam um pouco de suas vidas. Esse trabalho se concretizou num ambiente digital, sendo que foram utilizados como recursos o paint e o power point. Alguns desenhos foram realizados pelos alunos e outros selecionados e retirados da internet para serem coloridos pelos alunos.





Album Identidade Éderson
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Trabalho realizado pelo aluno Éderson da turma 2030




Album Identidade Érica
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Trabalho realizado pela aluna Érica da turma 2030

Os alunos gostaram muito de realizar a atividade proposta em ambiente digital. Para o próximo ano, outras atividades estão sendo pensadas, para posteriormente serem aplicadas sempre com a finalidade de uso de tecnologias digitais.

domingo, 27 de novembro de 2011

1º Seminário Regional de Uso de Tecnologias em Educação.



À colega Berna, obrigada!

Acontecerá amanhã ( 28/11/11) o" 1º Seminário Regional de Uso de Tecnologias em educação", na UCS.Sou uma professora que sempre gostou da mobilidade na sala de aula e, por isso, acreditei ao longo de minha prática, que era possível subverter o espaço de sala de aula. Passei a fazer da "sisuda" ou "desanimada" sala de aula um espaço criativo e mobilizador; utilizava sempre que possível:aparelhos de DVD,CD. Ao iniciar o Ano Letivo de 2011, expus aos alunos do Curso Normal, a pretensão de desenvolver as aulas através de um projeto de leitura. Dessa forma surgiu o "Projeto: Roda e Rede de Leitura: Uma ponte para outro", que tinha o objetivo de envolver as turmas seriadas: 3101, 102, 201, 202, 301, 302 e as turmas egressas de 3107 e 108 do Curso Normal.

Além da "Roda", espaço natural da narrativa, passamos a desenvolver práticas de leitura no espaço digital. Preparando aulas com contos, poesias, numa vivência que contemplava a troca de saberes entre os alunos do Curso de Aplicação e os futuros professores que pesquisavam e desenvolveram estratégias que contemplassem uma metodologia dialética. Hoje, quase na reta final, vejo com satisfação que os alunos demonstraram interesse ao desenvolver a prática e também ampliaram o sentido do outro, pois usaram os monitores em dupla; fato este que me fez lembrar da escola primária que tinha uma classe para dois. Como naquela época a vida era compartilhada, pois quem sabia ensinava o outro. Vi acontecer nesse espaço informatizado algo humano e genuíno como a troca, a solidariedade e a rede, pois a medida que as coisas iam acontecendo senti necessidade de auxílio e aí, as Professoras Sônia, Jussara, Márcia, Patricia, Isolda e Ronald do NTE me sorreram . Obrigada. Mas a rede não se fechou, pois a medida que as dificuldades apareciam lá estava eu perguntando aos alunos, colegas como se faz isso ou aquilo relacionado a utilização dessa nova linguagem. No Seminário farei uma apresentação das práticas desenvolvidas pelas turmas 3101, 102 junta aos alunos Curso de aplicação. Caso algo não der certo Chamarei o Poeta. Até...

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

O saci, faz parte de nosso patrimônio cultural.



SACI PERERÊ

Oi, eu sou o Saci Pererê e pra me encontrar na floresta é só procurar um gorro vermelho pulando no meio da mata. O Tio Barnabé do Sítio do Pica Pau Amarelo me chama de Diabinho de uma perna só. Eu só tenho uma perna mesmo, mas não sou um diabinho. Tá certo que eu sou bagunceiro e vivo arrumando confusão por onde eu passo.

Eu gosto de azedar o leite, quebrar pontas de agulhas, esconder coisas, embaraçar novelos de lã, jogar mosca na sopa dos outros, queimar o feijão que está no forno, o bolo no fogão, ficar gorando a galinha botando ovo, puxar o rabo do porco, fazer barulho no bambuzal, correr atrás do gado a noite e provocar cachorro é o que eu mais gosto de fazer. Eles latem e fazem o maior barulho.

Eu, como todo Saci me divirto fazendo maldade, mas não maldade grande e feia. Maldadezinha das pequenas. Eu vou de um lado pro outro num redemoinho de vento. É assim que eu me locomovo e pra me pegar só com peneira. É. Uma peneira e eu já era. Fico preso, mas posso fugir. Agora, se tirarem o meu gorro e me prenderem dentro de uma garrafa daí eu não tenho como fugir e a pessoa que me prender vira meu dono. Até hoje ninguém me pegou não.

Eu não sou só bagunceiro. Eu conheço muito bem a floresta. Tão, tão bem que entendo tudo de ervas e sei fazer um montão de tipos de chá. Além deles serem gostosos, ajudam na cura de doenças. Os sacis são bons com ervas. É um segredo de família e nenhum saci pode contar pra ninguém.

Dia 31 de outubro comemoram o dia do Saci. É, eu sou importante. Nós Sacis somos tão famosos que tem até gente criando a gente em fazendas por aí. Acredita?


terça-feira, 11 de outubro de 2011

Procuro a criança


Procuro a criança
que vê coisas belas
que chora...
que brinca...
que sonha...
que dança...

Procuro a criança
que vive:
no castelo, no asfalto

Procuro a criança
que fantasia de noite e de dia
faz estripulia.
Cansada adormece
e sonha com seus
heróis.