domingo, 28 de agosto de 2011

O contador de histórias na sala de aula, na biblioteca e na cominudade


Nós fomos...
Participar da 14ªJornada Literária em Passo Fundo, de 22 a 26 de agostso de 2011, foi muito
delicado, depois de cinco edições passadas, sempre acompanhada de uma grande amiga, Ana Maria (in memória) significava para mim a confirmação de que não mais teria a presença física dela . Esse fato dói muito, o retorno a mesma lona, que já não é a mesma lona, aos livros, as mesas redondas,os contadores de histórias, a metáfora mais dolorida e também o riso mais solto insistiam em revelar a saudade que sinto dela... foi acompanhada de uma grande nostalgia e agonia. Só não foi maior porque três amigas maravilhosas ( Rose. Laise e Simone)estiveram o tempo todo comigo. Iluminando esta "jornada" com o melhor de suas presenças. A Rose emprestando a mim toda a delicadeza de sua amizade e o encantamento diante de tanta novidade; a Laise encantada estava que mais parecia " Alice no país das maravilhas" e a Simone me mostrava o horizonte da vida através do olhar deslumbrado e onírico e, isto tudo me salva todos os dias e me faz prosseguir...


O tema da 14ª Jornada era "Leitura entre nós, redes, linguagem e mídias". Os conferencistas e debatedores teceram significativas opiniões sobre a importância da leitura, afirmando que a mesma tem um caráter emancipatório; o que importa é ler com sentido e contexto, não importa em qual suporte está o texto - livros impressos , ebooks, bits. É preciso investir na formação do professor, pois muitas vezes a leitura superficial está no próprio professor. O Brasil ( governo)investiu pesadamente na compra de livros e as editoras também investiram na ampliação de seu mercado, mas ambos esqueceram do leitor.
Esta Jornada teve um sabor especial, pois completa três décadas, ao longo desse tempo não estagnou, ao contrário trouxe novidades que vão desde a tradição dos contadores de histórias, oralidade até o renomado nome de Pierre Lévy defensor ferrenho da internet como fator de inclusão social. Apresentou uma simulação de uma nova linguagem, que serviria para nortear e avaliar o sentido dos dados trocados pela rede, " trata-se de uma utopia linguística, mas que pode acontecer. Essa língua seria capaz de categorizar os dados incorporando significado, e que terá grande impacto nos próximos 30 anos". Também estiveram presentes alguns escritores que hoje usam basicamente o espaço virtual para fazer suas publicações entre os quais destacarei Eliane Brum, que usa a internet como um espaço para contar a história daqueles que não têm voz, e que a partir da internet passam a ter voz, mas lembra que não basta ter voz é preciso construir sentido.

No Seminário dos Escritores de História, o mesmo também teceu desde a narrativa simples, regrada pela emoção e entrega do narrador ao texto até aos benefícios que a era digital trouxe para a narrativa. O ofício do contador de história foi refletido, pois mesmo sendo a mais antigo forma de perpetuar a arte de narrar, a mesma está desaparecendo das comunidades. Por isso, é importante o resgate da mesma e , acredita-se que a sala de aula e a biblioteca escolar são dois espaços propícios à contação de historia.
Por que é importante contar e ouvir histórias?
Para orienta os nossos medos, sonhar; ampliar o sentido de humanidade: uma história pode não salvar uma vida, mas pode alegrar um instante e esse instante pode ser bálsamo para uma vida e, ainda, contar história é uma forma de construção de identidade e segundo Tolstoi " Cantas tua aldeia e cantarás o mundo".
Três questões são fundamentais que o contador deve observar: estar apaixonado pela história ( estar alegre, para poder alegrar o outro);respeitar o ritual da narrativa(espaço-tempo e tempo-lugar) e conhecer muito bem a história que será contada, pois somente dessa forma o contador conduzirá bem o ouvite para que este abra as camadas do texto , empregando sentido.


* Para finalizar quero dizer que o encontro foi muito bom, como um tempo de rituais, encantamento e celebração à vida. Só tem uma forma de agradecer: contando histórias...

segunda-feira, 20 de junho de 2011

A formação do leitor




A Prática de Leitura Literária / Séries Iniciais do Ensino Fundamental.


Refletir sobre a prática de leitura literária nas séries iniciais no E.F. nos remete analisar, pesquisar sobre as bibliotecas escolares e práticas educacionais que visem à formação do leitor. Ainda, é essencial entender o espaço que a leitura literária ocupa nos curso de formação de professores ( I.E.E. Cristóvão de Mendoza). Objeto dessa pesquisa.
Na condição de Professora de Literatura Infantil do Curso Normal do I.E.E.Cristóvão de Mendoza e responsável pela Biblioteca Infantil deste educandário convivo com a realidade da leitura ou não-leitura?, pois em sala de aula vejo como é difícil levar os alunos do curso normal para a leitura de contos infantis que compõem hoje as bibliotecas escolares, além dos contos de fada. Há uma disposição inicial de entender literatura infantil como sendo apenas contos de fada. Este fato nos levar a refletir sobre a acessibilidade aos livros que integram o acervo das bibliotecas?
Além dessa questão também há uma utilização em demasia do conto infantil para trabalhar conceitos de outras áreas do conhecimento, sem antes esgotar os elementos que constitui a linguagem literária. e função de entretenimento - o caráter lúdico da literartura infantil
Atualmente há uma convicção disseminada de que a leitura é uma prática importante, sobretudo a literária, pois além de desenvolver a habilidade leitora; importante competência na formação do nosso aluno, também a leitura de literatura nos permite desenvolver o sentimento de humanidade .
Dentro da perspectiva de formar leitores há uma política de distribuição de livros através de FNDE/ PNBE que chegam as bibliotecas escolares públicas de todo país, porém verificamos que somente distribuir livros não basta para que a leitura competente aconteça nos espaços escolares. É necessário o papel do mediador, que pode ser exercido pelo bibliotecário também pelo professor de sala de aula.
Por isso, é necessário construir junto aos alunos, futuros -professores uma prática educativa de mediador de leitura. É necessário que os mesmos conheçam e reconheçam a diversidade de autores de contos modernos destinos ao público infantil.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

A aprendizagem significativa.



SEGUNDA-FEIRA, 9 DE MAIO DE 2011



A aprendizagem significativa.
Encontrar a aprendizagem significativa é a busca ou angústia pedagógica da maioria dos professores. O texto de Fernando Becker é elucidativo, pois provoca em nós, professores a necessidade de rever a nossa prática pedagógica. Principalmente para mim que fui formada num conceito de escola tradicional, onde o professor era aquele que detinha o saber. Rever os nossos conceitos em relação à aprendizagem é estar preocupada com a aprendizagem significativa e também com o saber nos dias atuais. Se o aluno é o nosso alvo, temos que entender do mundo de nossos alunos do século XXI, geração virtual. Então é necessário ancorar a nossa prática diária numa busca constante de caminhos é o mundo virtual também é um " caminho" , que nos possibilita construir um conhecimento significativo. E, para construir um conhecimento significativo devemos centrar nossa prática diária numa metodologia dialética, que considere os três momentos pedagógicos de aula: Mobilização para o conhecimento - Construção do Conhecimento e Sistematização do conhecimento. Os três momentos pedagógicos de uma aprendizagem têm na informática uma excelente ferramenta para acontecer, pois a mobilização tão necessária acontece de forma natural por se tratar, primeiramente do universo de nossos alunos e também porque permite construir o conhecimento a partir da investigação, seleção e modificação do mesmo.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Água um bem para “quase” toda a vida


Nós, Alunos do Segundo Ano do Ensino Médio da Escola Estadual Cristóvão de Mendoza, orientados pela professora de Ensino Religioso Laurinha de Oliveira, viemos por meio desta carta aberta, conscientizar a sociedade em geral sobre a grande importância da água.

Vivemos em um mundo onde o consumo de água se torna excedente. Isso preocupa, pois não sabemos controlar o nosso uso, muitas pessoas lavam carros e esbanjam muita água, ou mesmo aqueles que escovam os dentes com a torneira aberta. Isso pode parecer pouca coisa, mas se for somado isso em um mês serão muitos litros de água jogados literalmente fora.

A mídia tem um papel importante na conscientização contra o desperdício, com propagandas em redes nacionais e internacionais e até mesmo os órgãos de saúde pública apóiam a campanha contra o uso excessivo da água.

Diante do exposto, alertamos por meio desta carta aberta sobre o futuro incerto do nosso planeta se não nos conscientizarmos em prol deste bem tão precioso e de grande importância que um dia poderá ter fim, e diante dos rumos que o mundo caminha isso pode se tornar muito próximo. Real e catastrófico.

Esta carta, além de cumprir a finalização de uma atividade pedagógica e avaliativa tem a finalidade de alertar a população estudantil e geral sobre a importância da água.



segunda-feira, 12 de julho de 2010

A importância da narrativa na construção do imaginário

Com a sensação de quem pegou no lápis pela primeira vez estou escrevendo o primeiro texto para postar.
Dedico este texto a Minha Filha, que tem sido a motivadora dessa aventura linguística.
Ontem estive visitando o meu sobrinho: uma criança maravilhosa de 4 anos. E, como todas as tias corujas, fico sempre impressionada com vivacidade e desenvoltura linguística desse pequeno rebento.
Ontem ao chegar lá fui logo solicitada para contar histórias. Contei uma história que ouvi de Meu Pai, tantas vezes, pois sempre pedia a mesma história e Meu Pai como um grande contador de história repetia a mesma com maestria e carregada de detalhes.
A força da palavra e capacidade de narrador de Meu Pai fez com que eu me apaixonasse pela narrativa e, consequentemente, ensinou-me a sensibilidade e o sentimento de humanidade. Assim hoje quando vejo , leio e ouço crimes bárbaros praticado por homens que ainda ontem eram meninos que tinha medo do escuro e do lobo mau, me pergunto o que foi feita da sensibilidade desses pequenos meninos, em que momento
se perderam?
Por isso, acredito que o melhor que podemos fazer por nossas crianças é contar histórias, sejam elas de monstros, lobos, princesas, etc., pois é através dessa mágica aventura que iniciamos a nossa caminhada rumo a vida adulta responsável por nós e pelo outro.